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café sumatra

O café Sumatra e a força da cordilheira na Indonésia

Sumatra é a sexta maior ilha do mundo e um dos lugares mais espetaculares do planeta. Os caminhos cortados por cordilheiras, montanhas e vulcões adormecidos guardam um terroir singular, que entrega aspectos sensoriais potentes ao café Sumatra.

Trata-se de uma variedade de café Arábica cultivada na Indonésia com bom corpo, gosto doce, baixa acidez e notas sensoriais que lembram especiarias. Na região, as águas nascem entre as paredes de pedra, enquanto as matas nativas criam o jardim que faz parte de toda a identidade da ilha.

Sumatra é um paraíso na terra. Logo, o café de lá acompanha a magnitude do lugar. Mas não pense que toda a qualidade é apenas um presente da natureza. Os produtores de café Sumatra agradecem o privilégio do ambiente com cultivo cuidadoso, que resulta em peculiaridade de sabor.

Entre os processos cuidadosos, segundo especialistas, o pós-colheita é um dos pontos altos. A verdade é que, além de singulares do cultivo na ilha, o café de Sumatra guarda peculiaridades de sabores típicos da região.

O aspecto sensorial do café de Sumatra

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As notas amadeiradas do café Sumatra chegam em sintonia com o sensorial de frutas tropicais e a intensidade da doçura. Aliás, essas características podem ser explicadas pelo conjunto de requisitos que compõem os grãos especiais: altitude, terroir, cultivo, pós-colheita e pensamento especial.

Como é o trabalho social em Sumatra?

Na comunidade Aceh, localizada ao Norte de Sumatra, há um bom exemplo desse processo cuidadoso de cultivo. Por lá, há uma cooperativa local, criada há 10 anos e que conta com mais de 1.800 produtores.

Além de organizada e cautelosa em todos os processos, a cooperativa conquistou o almejado certificado da Fairtrade Labeling Organizations International, uma entidade sem fins lucrativos que destaca a atuação justa do comércio voltada ao social.

O selo é raríssimo e evidencia a atuação dos produtores rurais do café da Indonésia. No pós-colheita impecável, o destaque fica com os trabalhadores de Aceh com o descasque ainda úmido dos grãos, visto que isso acelera o processo de secagem no clima abafado da Indonésia.

Os caminhos do café especial

De acordo com especialistas, este café de alta qualidade chegou à Indonésia pelas mãos de holandeses, a partir de ramos da variedade Typica, por volta de 1600. Nessa época, talvez, os missionários do café não tinham ideia dos caminhos que aqueles grãos iriam originar.

Por sinal, a Typica mostrou potencial e percorreu as lavouras de café por muito tempo ao lado dos ramos de Bourbon, que foram descobertos na ilha de Reunião, na França.

Foi assim até que os holandeses decidiram fazer com que os cafés Typica tivessem carreira solo, ou seja, “caminhassem” um pouco longe da variedade Bourbon e ganhassem o lugar de destaque em toda a cadeia produtiva.

O café especial na Indonésia

Alguns acreditam que todo esse movimento ocorreu após o envio de sementes da Índia para Batávia, que fica na ilha de Java, conhecida pela beleza dos vulcões, hoje em dia, chamada Jacarta, povoado da Indonésia. Depois de tudo isso, uma única planta foi levada para Amsterdã, em 1706.

É válido mencionar que, no grupo genético da variedade Typica, aparecem o café Sumatra e outros tantos, como um bom exemplo da diversidade do grão especial em todo o mundo.

O café especial no Brasil

Engana-se quem pensa que toda essa riqueza ficou restrita aos vulcões da Indonésia ou às montanhas da Etiópia. No Brasil, algumas variedades foram descobertas nas últimas décadas e se tornaram fundamentais em toda a riqueza das xícaras mundo afora.

Um ótimo exemplo desse cenário é o café Arara, descoberto no Brasil, ostentando a doçura e as notas sensoriais que lembram o gosto de chocolate de um jeito muito fidedigno. O nome de batismo foi escolhido devido ao nascimento dos frutos amarelos, que fazem analogia à ave que é o grande símbolo da fauna brasileira.

Em setembro, a Coffee ++ lançou essa variedade com embalagem que homenageia a diversidade ambiental brasileira. O microlote pode ser encontrado nas versões com café em grão e moído.

Esse café é 100% brasileiro, tendo como uma das principais características a doçura e o equilíbrio da bebida. Essa variedade veio direto da Fazenda Primavera, eleita uma das três mais sustentáveis do Brasil, além de ter conquistado o título de melhor café do mundo em 2018 e o melhor do Brasil em 2019.

O café Arara da Fazenda Primavera foi colhido à mão e secado em um processo chamado Honey, em que a polpa dos grãos e parte da mucilagem (o caldinho) são deixadas para secar junto às sementes, logo após a colheita.

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