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A origem do café

Kaldi é um nome de relevância no mundo do café. Ainda não ouviu falar dele? Então, calma aí que vou te falar um pouco sobre esse pastor de cabras de importância muito relevante no universo do café. Dizem pelas lavouras, que, certo dia, Kaldi decidiu sair com as cabras pelas montanhas da região de Gimma, na Etiópia. O local era de uma beleza estonteante, com montanhas bem desenhadas e que presenteava o crescimento de uma enorme variedades de plantas.

Por lá, tinha de tudo e era o paraíso ideal para um bom descanso. O pastor seguiu um fluxo do lugar e dormiu. Quando acordou, ele percebeu que os animais estavam agitados e não paravam de mexer e pular. Ele ficou curioso e buscou entender tudo aquilo que havia ocorrido.

Foi assim que Kaldi percebeu que toda aquela “animação” começou depois que as cabrinhas comeram umas frutas vermelhas nos ramos da floresta. Ele cortou o galho e levou os frutos até um sacerdote, chamado Wise, que era muito respeitado de Gimma. 

O padre curioso decidiu cozinhar todas aquelas frutinhas cheias de caldo. O gosto foi muito amargo e rapidamente ele jogou os ramos no fogo. Pronto. O aroma subiu e invadiu todo o local e todo mundo começou a entender porque aqueles as cabras voltavam para comer aquelas frutinhas.

Aí, meus caros, eles descobriram que torrar as sementes no fogo iria gerar uma infusão estimulante, que eles decidiram chamar de “bunna” (que significa café). O sucesso foi tanto na aldeia que a primeira ação dos sacerdotes da aldeia depois de tomarem a bebida foi a de transcrever a Bíblia.

Enquanto, o pastor Kaldi decidiu escalar a montanha com as cabrinhas. Na Etiópia, ao longo dos anos, café se tornou parte de ritual bonito de um momento mágico e de ancestralidade. E assim se deu à variedade Gimma, que é conhecida pelo corpo intenso, sabores atuantes e bem exóticos.