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Pacamarra: união de sabores

A assinatura da família Pacas chega com respeito de uma caminhada estruturada pelo universo do café. E não poderia ser diferente. Tudo começou ainda no século 19, por meio do empreendedorismo de José Rosa Pacas. Ele comprou uma propriedade na cordilheira de Apaneca Lamatepec, em El Salvador, e plantou as primeiras árvores de café Bourbon. 

Daquele dia em diante, o sobrenome da família passou a fazer parte de toda a história do café. E quando se fala de parte integrante da história, a afirmação é o mais literal que você possa imaginar. Tanto que, na árvore genealógica do café, o nome da família foi cravado em uma variedade de café especial muito prestigiada em todo o mundo: a Pacas

Como tudo isso começou? Então, quando Fernando Alberto Pacas Figueroa caminhava pela fazenda da família (em El Salvador), no ano de 1956, ele observou na lavoura o nascimento de uma espécie muito diferente das demais. As plantas nascidas na propriedade San Rafael foram enviadas para a Universidade da Flórida; e lá foi concluído que a planta apresentava mais resistência e produtividade, além de uma explosão de sabores.

Com o famoso café Pacamara, o nascimento veio a partir do cruzamento dos grãos de Pacas e Maragogipe. O processo foi realizado por meio de experimentos científicos do Instituto Salvadorenho de Pesquisas Cafeeira (Isic), em 1958 – inclusive, o nome Pacamara é uma combinação das primeiras letras de Pacas e Maragogipe.

No entanto, apesar de os estudos terem sido iniciados na década de 50, o mercado só conheceu todas as peculiaridades desse café após o fim dos anos 1980. Valeu a pena esperar! A proposta de unir as potencialidades de cada variedade rendeu ótimo sabor na xícara. Tanto que os aromas intensos são um convite ao conhecimento da bebida, que na boca apresenta notas doces de chocolate e caramelo, com a presença de sabores mais frutados. O corpo geralmente é médio; a textura, cremosa; e a acidez, equilibrada.