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Um mundo de café

O cafezinho nosso de cada dia pode surgir de formas, gostos e aromas diferentes. Na verdade, cá entre nós, isso é o que menos importa. Sabe a única verdade defendida em qualquer batalha por aqui? Quando a bebida encontra com a boca, fica impossível conter a alegria no peito, que reflete instantaneamente pela explosão de sabores que surge e salta pela xícara. Pronto! A vontade é de puxar um banquinho e suplicar o tempo para parar. 

Imagine, então, todo esse acolhimento acentuado por sabores muito bem pontuados? Toda essa narrativa fica mais aconchegante e faz da experiência ainda mais valiosa. É assim que o café Mundo Novo chega estrelado ao universo cafeeiro, para marcar firme sua força no território.

A origem veio naturalmente na lavoura e surgiu a partir das variedades Sumatra e Bourbon, originalmente cultivadas no Brasil. Tanto que, por aqui, alguns agricultores até falam dele como o “Bourbon brasileiro”. A semente arredondada mostra a força e a resistência de uma planta que resiste bem às doenças. 

Com produtividade alta, essa variedade tem doçura evidente, acidez mediana e um perfume guiado por cheirinho de caramelo e chocolate. São combinações capazes de elevar a produção cafeeira do Brasil aos grandes níveis do mercado mundial.

O surgimento do grão ocorreu a partir do cruzamento das variedades Sumatra e Bourbon vermelho. As primeiras plantas cresceram no município paulista de Mineiros do Tietê e, depois de descobertas, algumas sementes foram levadas à cidade Mundo Novo. Foi dessa forma que surgiu o café (e o nome da variedade), com ótimo índice de produtividade na lavoura.

O lançamento desse protagonista entre as ruas de café do país ocorreu em 1952, quando o Instituto Agronômico de Campinas (IAC) apresentou, oficialmente, o grão ao mercado. O alto índice de produtividade é um dos pontos de destaque para muitos produtores. No pé, ele agradece o cultivo e o cuidado. Já quando as flores abrem, a maturação chega de forma mais homogênea – o que gera frutos maiores, aliás.