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Sotaque mexicano para um (bom) café

Café por aqui é tradição, força de DNA e motivo de juntar a família para o trabalho na lavoura. Nas ruas de café; na cidade mexicana de Oaxaca; pais, filhos, netos se cruzam entre sorrisos. Caminhos de gente que decidiu que a dedicação em prol do café era uma necessidade familiar, além de ponto central de sobrevivência.

Passos que começaram por volta de 1854, quando fazendeiros decidira investir no plantio numa vila conhecida como Pluma Hidalgo – localizada na região de Loxicha, que fica no sul de Oaxaca. E daí vem o nascimento do café que leva o nome da vila que se esconde na exuberante Serra Madre do Sul.

A história conta que o nome do lugarejo veio pela presença forte de nuvens que sempre se acumularam na região e desenhavam os contornos das montanhas. 

A imagem modulada pareciam desenhos de penas e surgiam (principalmente ao entardecer) como presente aos olhos. 

Já a nomenclatura de Hidalgo também tem muito sentido e traz o nome de uma figura bem referenciada no México. Trata-se de um dos principais nomes da independência do país: o revolucionário padre Miguel Hidalgo y Costilla.

Nos dias atuais, na vila, é quase unânime a presença de pequenos agricultores com terras de um a dois hectares composta por gerações de família com cuidado exclusivo em cada etapa do café. 

Eles decidiram acompanhar cada processo e assumir o plantio de café, depois que grandes fazendeiros abandonaram as lavouras, por volta da década de 80, devido à presença ativa de ferrugem. 

Os grãos vêm de um desdobramento da Typica e, além do presente de DNA, as altitudes (com média de  2 mil metros) contribuem diretamente às nuances da bebida. 

Tanto que encontrar sabores de frutas secas (passas e ameixas), doçura marcada com pés no açúcar mascavo e acidez média é muito natural. E a explosão de sabores não param por aqui. Maçã verde e (até) florais com gostinho de mel e pêssego chegam aos paladares como presentes aos apreciados desses cafés.