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cerveja de café

Conhece a cerveja de café? Saiba mais sobre a bebida

Quem já teve o prazer de experimentar a cerveja de café sabe que ela não é nada igual às versões tradicionais brasileiras. Essa bebida inusitada ainda é pouco conhecida por aqui, mas garantimos que qualquer #cafequizado ficará curioso para se deliciar com uma após saber da existência dela.

A cerveja com café é vista com olhares curiosos, afinal: como a junção dessas bebidas tão populares poderia dar certo? É inusitada, mas tem sabor inesquecível. Há diversas versões de cervejas com aromas e sabores de café, sendo a Porters e a Stouts alguns dos principais exemplos. Porém, a IPA é a que mais se destaca.

Conheça as cervejas IPA

Se você caiu de paraquedas por aqui e não conhece as cervejas IPA, fique tranquilo, porque explicamos. A IPA, também conhecida como India Pale Ale, é responsável por cervejas artesanais com mais lúpulo, um conservante natural, bacteriostático e responsável por deixar a bebida mais amarga.

História

Tudo começou no auge do Império Britânico, no fim do século XVIII, quando os ingleses precisavam exportar cerveja para abastecerem as colônias. A Índia era a rota mais simples, mas ainda assim levava dias.

Porém, a exportação de cervejas da Inglaterra para a Índia passava por problemas no território que geravam empecilhos à produção. Para as bebidas resistirem à viagem e continuarem consumíveis, sem contaminação, a ideia da adição de lúpulo e álcool foi mais que bem-vinda.

Essa história é contada por meio de boatos, pois dizem que as cervejas chegavam em boas condições aos portos da Índia. Porém, independentemente de qual seja a verdade, depois da exportação, as bebidas começaram a se popularizar, ganhando variações próprias.

IPA Coffee

cerveja de café

A IPA foge do padrão por ser massificada. A cerveja artesanal de café segue pela mesma linha e inclui um diferencial extra: é uma bebida clara, o que pode ser um choque para muitas pessoas. Mesmo com a presença do café, essa cerveja passa por um processo produtivo diferenciado, que a faz chegar nessa coloração.

Chamado de “dry hopping”, esse processo é responsável por adicionar aroma à cerveja de café. Essa é uma forma de infusão que dispensa a adição de lúpulo ao mosto, basta uma imersão na fase de maturação. A partir disso, é possível adicionar diferentes aromas: desde o cítrico ao floral, sem interferir no amargor.

Por isso, o café com cerveja IPA Coffee possui apenas o aroma de café, e não o sabor. Não há café moído sendo inserido diretamente na composição da cerveja, o que ocasiona um sabor diferenciado, ao contrário das já citadas Porter e Stout.

Aromas

Agora que você já sabe como funciona o aroma da bebida de cerveja e café, não é de se estranhar que o gosto dela não se assemelhe ao de cafés tradicionais. Ela se distancia das notas intensas do “cafezinho” do dia a dia que já conhecemos. Por isso, ao degustar, é possível sentir notas cítricas e herbais.

Exemplo disso é uma das primeiras IPA Coffee, chamada de Fellas. Ela foi criada em território brasileiro, na cervejaria Dama Bier. A composição é 90 IBUs, com 9% de álcool e 100% de café arábica da linha Morro Grande de Piracicaba. O resultado é um aroma de notas cítricas leves, dando mais destaque para as herbais, além de malte caramelo e café verde.

Outro exemplar brasileiro é a linha de cerveja de café da cervejaria Salvador Brewing Co, do Rio Grande do Sul, em parceria com a Dudes Coffee Co. Uma das cervejas mais populares é nomeada de The Spy. Nela, o café de variedade Catuaí Vermelho, com notas achocolatadas e de amêndoas, é unido às notas herbais.

Já a The Special Agent também faz parte da mesma linha de café e cerveja. Ela já é produzida com a variedade de café Mundo Novo, com notas cítricas fortemente presentes de maracujá, além de um aroma floral e notas discretas de avelã. Uma delícia, certo?

Conheça as notas sensoriais dos cafés da Coffee ++

Já experimentou a cerveja de café? A Coffee ++ também trabalha com cafés superespeciais, com notas sensoriais que se destacam e um saborzinho único dos nossos produtores. Trabalhamos com cafés 100% arábica, ou seja, com doçura natural e sem qualquer aditivo na composição. Eles estão disponíveis em formatos de grãos, moídos, cápsulas compatíveis com as máquinas Nespresso e drip coffee.

Além da versão clássica da casa, há o café Chapada de Minas, do produtor Ricardo Tavares, com notas de baunilha e frutas secas. O Mantiqueira de Minas, de Luiz Paulo, entrega notas de frutas roxas e goiaba. Já o Cerrado Mineiro, de Gabriel Nunes, traz notas de doce de marmelo e frutas amarelas. Bom demais da conta!