Desde 1953 • Cafés SuperEspeciais
museu do café

Conheça a história do museu do café e a idealização do projeto

Chico Buarque, Leci Brandão, Skank, Maria Bethânia… Esses são alguns dos nomes geniais que narram os prazeres que circulam pela xícara de café. A bebida milenar é inspiração ao longo da história. Por isso mesmo, o museu do café é um espaço de resgate de toda essa trajetória.

O espaço foi criado em 1986, pelo governo de São Paulo, como solução para ocupar espaço da antiga Bolsa Oficial do Café, que havia encerrado as atividades em 1960. Com o fim da bolsa de café, os móveis e todos os bens estruturais do espaço se tornaram responsabilidade do governo.

Contudo, o cuidado com o acervo foi mínimo. A Secretária da Fazenda de São Paulo foi a responsável pelos equipamentos, porém a falta de zelo fez o prédio passar por danos, com o risco de queda da torre em 1996, e a solução foi uma reestruturação da torre.

Relatos por trás do museu do café

Para voltar um pouco à história, o museu do café em Santos foi iniciado de forma entusiasta. Com a quebra da bolsa de Nova Iorque, o governo brasileiro, na figura de Getúlio Vargas, comprou todo o café estocado dos produtores, aproximadamente 18 toneladas.

A solução foi realizar uma grande fogueira, que marcou a crise do café naquele tempo. Nessa época, também o Conselho Nacional do Café chegou ao fim e foi substituído o Departamento Nacional de Café. Porém, onde fica o museu do café?

Bolsa do café em Santos

Todos esses movimentos ocorreram em Santos. Assim, a nova bolsa do café em Santos passou a ser o espaço de contação de histórias das lavouras. A restauração do espaço ocorreu em 1997 e, no ano seguinte, em 12 de março, houve a idealização da Associação dos Amigos do Museu do Café Brasileiro.

No início do projeto, o local foi aberto para visitação até que, em 1999, foi criado no espaço o Centro de Preparação de Café (CPC). A idealização ocorreu por meio de parceria com Sindicato da Indústria do Café no Estado de São Paulo (Sindicafé). O espaço se tornou uma das grandes referências do Brasil.

Há um tempo, uma cafeteria foi inaugurada no museu do café, com o objetivo de viabilizar economicamente a divulgação do café brasileiro. Outro ponto alto do museu do café ocorreu em 2005, com a temática: “Trajetória do Café no Brasil”, que integra a história do museu do café.

A missão do museu do café

museu do café

A missão do museu do café é colecionar, conservar, expor e investigar todas as pesquisas com o objetivo de criar evidências de arquitetura. Tudo por meio de documentos que testemunhem o desenvolvimento e trajetória social do café para o público em geral.

O museu do café de Ribeirão Preto fica dentro da Universidade de São Paulo e reconta, por meio de acessórios, a trajetória dos imigrantes, dos trabalhadores escravizados e dos processos de beneficiamento dos grãos. A inauguração ocorreu em 1955, com a finalidade de enaltecer a cultura da planta.

O café especial na história

Ficou com vontade de apreciar um cafezinho? Que tal fazer isso com bebidas acima de 84 pontos? Na Coffee ++, todos os grãos são cultivados em diferentes regiões cafeeiras do Brasil e apresentam aspectos sensoriais de acordo com o plantio realizado em cada terroir.

Chapada de Minas

Na região da Chapada de Minas, por exemplo, o produtor Ricardo Tavares tem o respaldo da conquista do título de Melhor Café do Mundo, em 2018. A variedade Geisha cultivada na Primavera ganhou o título de melhor café do mundo.

Cerrado Mineiro

O café tem notas achocolatadas muito forte, doçura e sabor. Os aspectos sensoriais que lembram doce de marmelo entregam aconchego diretamente no paladar. O cultivo desses grãos é realizado por Gabriel Nunes, que ganhou o título de campeão brasileiro, em 2017.

Mantiqueira de Minas

Nas montanhas, o plantio cauteloso entrega equilíbrio, leveza e muitos sabores à bebida. A colheita é realizada de forma manual, o que acentua o grau de açúcares no grão e apresenta a potencialidade da bebida na xícara.