Desde 1953 • Cafés SuperEspeciais
café filtrado

O que é café filtrado? Conheça mais sobre a tradição do Brasil

No Brasil, o café coado é um dos métodos mais populares e um queridinho entre aqueles que gostam de apreciar as notas sensoriais do café especial. Porém, você sabe o que significa apreciar um café filtrado acima de 84 pontos? Descubra aqui!

Primeiramente, é importante esclarecer o que é café filtrado. Trata-se de um método de preparo em que a extração do pó ocorre por meio de um filtro em que se acrescenta o pó.

O sabor mais suave é uma das principais características do café coado, bem como a limpeza das notas sensoriais. Contudo, essa suavidade não significa menor concentração de cafeína, muito pelo contrário. Devido ao tempo de extração mais lento, o resultado da bebida é um café mais leve e, consequentemente, equilibrado.

O café coado: origem brasileira

Esse jeito de preparar, que tem tudo a ver com as origens interioranas do Brasil, assumiu caras diferentes pelo mundo. Em Portugal, ele é chamado de café de saco. Inclusive, o nome português faz analogia ao preparo no coador de café de pano nos dias de hoje.

Com a famosa democratização do café especial, o coador de pano posicionado no suporte ganhou destaque na Quarta Onda de consumo do café. Aliás, atualmente, nos grandes restaurantes, esse resgate de memória afetiva faz parte da rotina de amantes de café e de quem deseja experimentar novos sabores.

Porém, o preparo dessa bebida tão popular vai muito além da escolha do filtro de café de pano. Até porque o resultado na xícara varia conforme a extração dos grãos. Para isso, basta observar as opções de café nos cardápios das cafeterias, com soluções geladas, quentes e acompanhas de cremes.

As variações do café filtrado

café filtrado

Um bom exemplo desse cenário é o cold brew ou o café filtrado a partir da infusão em água gelada ― como os navegantes antigos tomavam café quando desbravam novas terras. A receita é simples, e o grande segredo é o preparo de uma espécie de trouxinha de pano para a infusão.

Nesse caso, é mais indicada a escolha de um café de muita qualidade, como o Geisha, com notas sensoriais florais, acidez equilibrada e sabores aveludados. De acordo com o barista Jean, da CafeBras, você realiza a moagem na hora dos grãos, coloca em uma trouxa feita com o filtro de papel e leva-a à infusão de água gelada.

O resultado é surpreendente e pode até ser a base de um drinque, já que o rum combina perfeitamente com todo o aspecto sensorial do café, por exemplo. Atualmente, o cliente tem buscado soluções de preparo de café em casa como alternativa para o autocuidado e convite para uma pessoa querida.

Coador de pano ou papel

Sobre a antiga disputa sobre qual filtro de café é mais indicado para o preparo de café, a resposta depende muito do que você prefere para o seu paladar. Inclusive, essa é uma máxima no mundo do café: o melhor jeito de apreciar a bebida é aquela que faz você ficar feliz, isso é fundamental.

Cada paladar tem uma particularidade, então cada pessoa gostará de um estilo de bebida. O café filtrado no papel, por exemplo, tem a praticidade como grande vantagem. Porém, como café tem gosto, a nossa dica é escaldar o coador e descartar a água antes de “passar” o café.

Essa dica também deve ser considerada na escolha do filtro de pano ― até mesmo por controle de pragas e bactérias. Caso escolha o filtro de pano, é importante trocá-lo em, pelo menos, 6 meses de uso. Assim, é possível manter a higiene e a qualidade do coador de pano.

Como fazer superespeciais filtrados?

Para saber como fazer café filtrado especial acima de 84 pontos, é importante que você fique muito atento quanto à dica e não se esqueça de escaldar o tipo de filtro escolhido. Em seguida, para nós, a medida que gostamos é a quantidade de 10 g para 100 ml de água.

Sendo assim, para o café filtrado tradicional, a cada 10 g de café (1 colher cheia de sopa), você faz 100 ml de água. Já para maiores quantidades, basta fazer a proporção. O café em grãos entrega notas sensoriais variadas, que revelam sabores diferenciados no paladar.

O café produzido por Ricardo Tavares, na região da Chapada de Minas, tem notas peculiares que lembram frutas secas, castanhas e têm intensidade moderada. Ele é cultivado na Fazenda Primavera, considerada a terceira fazenda mais sustentável do Brasil.